quarta-feira, maio 11, 2011

Soletrar

O Soletrar é o jornal/boletim do Instituto Diocesano de Formação João Paulo II localizado no Campo de Milho.

Soletrar N.º 4
View more documents from ajff

domingo, novembro 28, 2010

Baías

Existem locais em São Tomé e Príncipe com uma beleza muito própria, que por força de diversas situações ou acontecimentos adquirem um significado muito especial. Muitos edifícios da cidade de S. Tomé têm uma vista para o Atlântico fabulosa, mas existem alguns locais que estão situados entre as duas baías da cidade.


(Baía Ana Chaves, vendo-se ao fundo a cidade de S. Tomé e o Porto)


Ana Chaves, ou Ana de Chaves, é uma personagem envolta em alguma polémica, embora os historiadores concordem com o local da sua morte, São Tomé. Existem pelo menos três versões para a história da sua vida: origem judaica ou descendente de judeus e residente em S. Tomé como refugiada das perseguições feitas em Portugal; afastada de Portugal pela Rainha D. Catarina que temia um relacionamento entre Ana Chaves (aia da soberana) e o Rei D. João III, para São Tomé, em troca de várias concessões ou filha ilegítima do rei, enviada para São Tomé com um alargado dote, constituído por possessões territoriais, juntamente com a sua mãe, Cezília de Chaves (falecida em 1540).

Em São Tomé Ana Chaves recebeu em sua casa viajantes de todos os cantos do mundo que aportavam a S. Tomé, criou instituições de caridade e casou com um nobre de baixa classe e teve um filho. A sua neta, Catarina de Chaves (mestiça), recebeu um bom dote, na condição de vir a casar-se com pessoa ilustre da ilha. O casamento ocorreu com filho da nobreza lusitana.

Deste casamento nasceu novamente uma menina, a quem deram o nome de Ana de Chaves, como a sua bisavó, e um vasto património.


(Baía da Praia Lagarto, vendo-se ao fundo o Aeroporto e o Ilhéu das Cabras)


Relacionado ou não, Previsão de Marés - S. Tomé e Príncipe | Instituto Hidrográfico, mas útil.